segunda-feira, 25 de junho de 2012

TEXT0 05. COMO JESUS ATRAÍA AS MULTIDÕES



Começando por onde estão as necessidades das pessoas quando prega ou ensina, você imediatamente ganha a atenção de sua audiência. Todo bom comunicador entende e usa este princípio. Um bom professor sabe como começar onde está o interesse dos estudantes e então os levar para a lição a ser estudada. Um bom vendedor sabe que sempre deve iniciar falando sobre a necessidade do consumidor e não a respeito do produto. Você começa onde o povo está e o leva para onde quer que ele esteja.


Pegue qualquer livro sobre o cérebro e você vai descobrir que na base dele existe um filtro chamado "sistema reticular de ativação". Deus graciosamente pôs esse filtro em nossa mente, para que não necessitássemos de conscientemente responder a milhões de estímulos com que somos bombardeados diariamente. Se você tivesse que conscientemente responder tudo que os seus sentidos detectam, ficaria louco.

O seu sistema reticular de ativação continuamente seleciona o que você deve ver, ouvir e cheirar, escolhendo apenas alguns estímulos para a sua consciência. Desta forma, você não é sobrecarregado.

O que chama a sua atenção? Existem três maneiras de passar pelo seu sistema reticular de ativação: coisas que você dá valor, coisas que são diferentes e coisas que lhe ameaçam. Este fato tem implicações profundas para aqueles que pregam e ensinam. Se você quiser chamar a atenção de uma multidão desinteressada, deve atar sua mensagem a um destes três fatores.
Mesmo que compartilhar o evangelho de uma maneira diferente ou ameaçadora possa chamar a atenção dos sem-igreja, acredito que mostrar o seu valor para as pessoas é a forma mais consistente com os ensinamentos de Cristo. Jesus ensinou de uma maneira que as pessoas entendiam o valor e
benefícios do que estava falando.

Ele não tentou levar os sem-igreja ao Reino de Deus usando o medo. Na verdade, dirigiu suas únicas ameaças às pessoas religiosas! Ele confortava os aflitos e afligia os confortáveis!

Uma vez que os pregadores são chamados de comunicadores da verdade, muitas vezes pensamos erroneamente que os não-crentes estão ansiosos para ouvi-la. Na verdade, as pesquisas mostram que a maioria dos americanos rejeita a idéia da verdade absoluta.

O relativismo moral é a raiz dos erros em nossa sociedade. As pessoas se preocupam e se queixam sobre os níveis crescentes da criminalidade, a separação de famílias e o declínio geral de nossa cultura, mas não reconhecem que o que está causando isso é que elas não valorizam a verdade.

Hoje se dá mais valor à tolerância do que à verdade, então é um grande erro se pensarmos que os não-crentes vão correr para a igreja se simplesmente dissermos "Temos a verdade!" A reação delesserá: "É, todo mundo tem a verdade".

Os proclamadores da verdade não chamam muita atenção numa sociedade que a desvaloriza. Para que isso possa ser superado, alguns pregadores tentam "gritar" para a sociedade, mas pregar falando mais alto não é a solução. Ainda que a maioria dos não-crentes não esteja procurando a verdade, eles estão procurando alívio. Isto nos dá a oportunidade de fazê-los interessados na verdade. Descobri que quando prego algo que alivia a dor ou soluciona problemas, os não-crentes dizem: "Obrigado! O que mais há de verdade neste livro?" Compartilhar os princípios bíblicos que vão de encontro a uma necessidade cria uma maneira de se introduzir mais princípios da Palavra.

Poucas pessoas que vieram para Cristo estavam buscando a verdade. Elas estavam buscando alívio. Jesus ia de encontro às suas necessidades, quaisquer que fossem: lepra, cegueira ou problemas na coluna. Depois que as suas necessidades eram solucionadas, elas sempre ficavam ansiosas por conhecer a verdade sobre este homem que as ajudou em um problema que ninguém podia resolver.

Fonte: Pr. Rick Warren – Livro: Uma Igreja com Propósitos

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