terça-feira, 31 de julho de 2012

3º Trim 2012 - Lição 6 - A despensa vazia


Escrito por  Ev. Caramuru Afonso Francisco

    3º Trim 2012 - Lição 6 - A despensa vazia I
    PORTAL ESCOLA DOMINICAL
    TERCEIRO TRIMESTRE DE 2012
    VENCENDO AS AFLIÇÕES DA VIDA - Muitas são as aflições do justo mas o Senhor o livra de todas

    COMENTARISTA: ELIEZER DE LIRA E SILVA
    COMENTÁRIOS - EV. CARAMURU AFONSO FRANCISCO
    (ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP)
     
     Deus é o provedor do homem.
     INTRODUÇÃO
    - Na sequência do estudo dos “dramas sociais”, estudaremos hoje a despensa vazia, ou seja, a questão da carência de recursos materiais mínimos para a sobrevivência da pessoa humana sobre a face da Terra.
    A fome, a carência de recursos mínimos materiais para a sobrevivência da pessoa humana sobre a face da Terra é uma realidade que pode atingir a todos os que vivem neste planeta.
    I – A FALTA DE RECURSOS MATERIAIS MÍNIMOS PARA SOBREVIVÊNCIA É FRUTO DA ENTRADA DO PECADO NO MUNDO
    - Temos visto neste segundo bloco do trimestre que o pecado, ao entrar no mundo, causou uma profunda desordem na ordem social, a ponto de retirar a igualdade que havia no relacionamento entre os homens, a começar da assimetria que se estabeleceu no próprio relacionamento entre homem e mulher (Gn.3:16).
    Este efeito nefasto do pecado originou uma vida social perversa, injusta, que leva a certas circunstâncias totalmente indesejadas pelo Senhor quando da criação do homem, mas que são resultado de sua vida pecaminosa, como a violência, que estudamos na lição 4 e a exclusão social, que estudamos na lição passada (lição 5).
    - Na continuidade da análise de aflições decorrentes da entrada do pecado no mundo na vida em sociedade, hoje estudaremos o que o comentarista denominou de “despensa vazia”, ou seja, a carência de recursos materiais mínimos para a garantia da sobrevivência do ser humano sobre a face da Terra.
    - A palavra “despensa” é encontrada, na Versão Almeida Revista e Corrigida, apenas uma vez, em Lc.12:24, tradução da palavra grega “tameion” (ταμειον), cujo significado é o de uma câmara secreta, um local reservado para a guarda de alimentos e mantimentos.
    - Quando o ser humano foi criado, o Senhor sabia que, como criatura terrena, deveria ele se alimentar para sobreviver. Como disse o Senhor Jesus, nem só de pão viverá o homem (Mt.4:4), prova de que o homem necessita de alimento para sobreviver fisicamente sobre a Terra, como o próprio Cristo falaria no sermão do monte (Mt.6:31,32).
    - Tanto assim é que, ao criar o homem, o Senhor plantou um jardim no Éden com toda árvore boa para comida (Gn.2:9), sem falar que cuidou, também, para que um rio regasse o jardim (Gn.2:10), precisamente para dar ao homem as condições para a sua subsistência, com suficiente alimentação.
    Deus, pois, como Criador do homem, sabe mais do que ninguém da necessidade que o ser humano tem de comida e bebida para sua sobrevivência e, diante deste conhecimento, mostrou-se como sendo o Provedor do homem, criando o jardim no Éden para que houvesse o suprimento das necessidades básicas para a vida física do homem.
    - Com o pecado, entretanto, o homem foi privado de morar neste lugar de plena satisfação de suas necessidades básicas e, como consequência do pecado, teria de trabalhar para fim de sobrevivência (Gn.3:19), numa Terra que, ao contrário do que ocorrera antes do pecado, não existiria para suprimento de suas necessidades, mas passaria a ter elementos que não serviam para a satisfação do homem, numa espécie de competição que, então, surgiria entre o homem e a natureza, na luta pela sobrevivência (Gn.3:17,18).
    Diante da entrada do pecado no mundo, também, o homem percebeu que estava nu e quis criar para si vestimentas para esconder esta nudez, vestimenta que era totalmente inapropriada (Gn.3:7), de modo que o próprio Deus, também, providenciou os primeiros vestidos adequados para o primeiro casal (Gn.3:21). Acrescentou-se, pois, com o pecado, mais uma necessidade além da comida e bebida, a saber, a vestimenta.
    - Vemos, pois, que, antes mesmo do pecado, no próprio ato da criação do homem, Deus já sabia todas as necessidades que teríamos como seres humanos para sobreviver e, por isso, o Senhor Jesus disse, no sermão do monte, que nosso Pai tem pleno conhecimento do que precisamos (Mt.6:31,32).
    - Isto é importante deixarmos claro de antemão, pois toda a questão atinente às necessidades materiais precisa partir da segurança de que nosso Deus conhece plenamente as nossas necessidades e quer supri-las.
    Com o pecado, porém, o homem, para poder satisfazer as suas necessidades mínimas para sua sobrevivência, teve de trabalhar com dificuldade, uma vez que foi esta a sentença imposta por Deus para sua estada aqui na Terra, tendo de enfrentar, a um só tempo, tanto a “competição” da natureza, pois não ficou mais ela à plena disposição do ser humano, quanto a própria maldade dos outros homens, um grande obstáculo para a sobrevivência humana.
    - De qualquer modo, o Senhor, apesar da sentença imposta ao primeiro casal por causa do pecado, não deixou de dar ao homem condições para que se sustentasse sobre a face da Terra materialmente, bastando apenas que trabalhasse, ainda que com penosidade, para que pudesse sobreviver.
    - Verificamos, portanto, que, apesar das dificuldades decorrentes da mudança da situação da natureza em relação ao homem, seria bem possível que o homem obtivesse da natureza a sua sobrevivência, pois o Senhor não foi mesquinho na criação de condições pelas quais o homem pudesse sobreviver.
    - Tanto é assim que, mesmo hoje, com toda a devastação da natureza empreendida pelo homem, mesmo diante do crescimento populacional, que nos faz ser 7 bilhões de seres humanos sobre a face da Terra, os dados são de que há alimento suficiente para a sobrevivência de toda a humanidade. Há comida suficiente para todos os homens, embora, lamentavelmente, a fome assole todo o mundo.
    Fonte e mais comentários: http://www.portalebd.org.br

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