quinta-feira, 12 de julho de 2012

AS SETE LEIS DO ENSINO



                                      AS     SETE    LEIS    DO    ENSINO
* Amélia Lemos Oliveira
 O professor deve ser pessoa que conheça a lição ou verdade ou arte a ser ensinada.
  1. aluno é aquele que escuta ou atende com interesse a lição.
  2. linguagem usada como meio ou instrumento entre professor e aluno deve ser comum a ambos.

  • Alição a ser ensinada e aprendida deve ser explicada em termos de verdade já conhecida pelo aluno, explicando-se o desconhecido por meio do conhecido.
  • Ensinar é despertar e usar a mente do aluno para que apanhe o pensamento desejado, ou para que venha a dominar a arte que quer aprender.
  • Aprender é pensar com seu próprio entendimento numa nova idéia ou verdade, ou tornar em hábito  numa nova arte ou habilidade.
  • teste e prova do ensino feito – o processo final e de fixação – deve ser uma revisão, uma reprodução, umarecapitulação e aplicação do material que foi ensinado, do conhecimento e ideais e artes que foram comunicados.

  •  AS   LEIS   EXPLICADAS  COMO  REGRAS
    1. Conhecer completa e familiarmente a lição que quer ensinar, ensinando com mente plena e claro conhecimento.
    2. Ganhar e conservar a atenção e o interesse dos alunos para a lição. Não tentar ensinar sem ter conseguido a atenção do aluno.
    3. Empregar palavras compreensíveis, tanto para você como para o aluno, usando sempre linguagem clara e vivida  para ambos.
    4. Começar por aquilo que o aluno já conhece bem sobre o assunto e com aquilo que já faz parte da experiência dele; e avançar para a nova matéria através de degraus ou passos simples, fáceis e naturais, assim fazendo com que o conhecido explique o desconhecido.
    5. Estimular a mente do aluno para que ele aja  por si. Fazer com que os pensamentos dele tanto quanto possível caminhem adiante das palavras do professor, assim colocando-o na posição de um descobridor, ou antecipador.
    6. Exigir que o aluno reproduza em pensamento a lição que está aprendendo, pensando ou rememorando em suas várias partes e aplicações, até que possa expressá-la em suas próprias palavras.
    7. Rever, rever, REVER, reproduzindo o que já foi ensinado, aprofundando suas impressões com novos pensamentos, ligando-o a significados adicionais, buscando e achando novas aplicações, corrigindo idéias falsas e compreendendo a verdade.
     Ensinar é comunicar experiência, a qual pode ser de fatos, verdades, idéias, doutrinas, ou ideais, ou de processos ou  habilidades duma arte. E Pode ser ensinada por meio de palavras, sinais, objetos, em suma, é a comunicação de experiência, no sentido de ajudar alguém a reproduzir a mesma experiência , tornando-a comum aos dois.
    Não podemos esquecer que o bom ensino traz, consigo, organização. Sendo assim, o professor, diligentemente, levará os seus alunos a uma clara compreensão da verdade. Não podemos negar que os tais sempre desejaram plantar, nas mentes dos seus alunos, as verdades que ensinam.
    1.  A LEI  DO PROFESSOR
    É impossível que o mestre detenha todo o saber daquilo que vai ensinar. Mas Há algo que o tal não pode esquecer: o conhecimento imperfeito reflete-se no ensino imperfeito. Os alunos preferem ser liderados e ensinados por alguém em quem confiam. Quando o líder é incompetente e ignorante, é seguido sem interesse e com relutância.
    O mestre não pode se esquecer de que as ciências são dotadas de estradas naturais que vão das visões mais simples às visões mais largas (das simples para as complexas) e ele deve encontrar esta estrada natural para que encaminhe adequadamente os seus alunos pelas vias do conhecimento, sem esquecer, jamais, de guiar os seus alunos na contemplação das belezas observáveis no caminho.
    2. A  LEI  DO  DISCÍPULO
    É fundamental que ele se dedique com interesse à matéria a ser aprendida, fique absorvido, mantenha o foco de sua percepção no objeto do conhecimento, concentrando-se sentimentalmente nele. A atenção ativa (não leviana, que não se deixa conduzir para outros tipos de convites e atrações alheias à lição) é imprescindível para que se alcance o êxito resultante do esforço, sacrifício e persistência.
    Os vigores da ação mental, como também o da ação muscular, são proporcionais ao estímulo recebido. Operamos com máxima eficiência quando descobrimos o real motivo de estarmos aprendendo. Quando a exigência é suficientemente forte, nossa atenção e interesse aumentam mais, proporcionando-nos melhores condições para assimilação dos conteúdos. Se os professores não estimularem o interesse, dificilmente terão condições de prender a atenção dos alunos.
    Quando tratamos de crianças, devemos observar que seus interesses mudam de foco à medida que alcançam a maturidade: das coisas concretas e mais egocentralizadas para as abstratas. Observa-se, portanto, que o poder de atenção aumenta com o desenvolvimento mental. É por isto que o professor deve apresentar a lição de forma atrativa, fazendo uso de ilustrações e outros meios legítimos que não sejam fontes de distração.
     3. A  LEI  DA  LINGUAGEM
    É por meio da linguagem que procuramos associar o pensamento com a vida e o mundo no qual vivemos. O professor só alcançará seus objetivos se utilizar uma linguagem comum a ele e ao aluno, pois o ouvinte entende e reproduz em sua mente uma mensagem que contém significados e impressões relevantes. Precisamos observar os poderes de sugestão de nossas palavras, para a projeção de imagens claras nas mentes dos alunos. Daí a necessidade de ajudarmos os nossos alunos a descobrirem e entesourarem as riquezas do saber.
    Como instrumento do pensamento, a linguagem é a ferramenta que propicia a formação de conceitos, de novos pensamentos a respeito dos temas tratados. Por meio das palavras, fazemos redescobertas.
    Também expressamos nossos pensamentos por meio de nossos gestos. Nossos ombros, olhos, mãos, pés também falam (Sl 19.1-5; Rm 1. 18-20).
    Para fazer bom uso da linguagem, atendendo algumas regras de ensino, o professor deve:
    • conhecer a linguagem e o nível do conhecimento dos alunos e o que lhes é significativo;
    • expressar-se na linguagem dos alunos, usando termos simples para melhor compreensão;
    • ilustrar, com as experiências dos alunos,  o que está ensinando;
    • testar os alunos enquanto fala para verificar se eles estão compreendendo o que está sendo dito.

    BIBLIOGRAFIA
    Esse texto contém, em síntese, as principais idéias contidas na obra citada abaixo:
    GREGORY, John Milton. As sete leis do ensino. Trad. Ver. Waldemar W. Wey. 6. ed. Rio de Janeiro: Junta de Educação Religiosa e Publicações, 1987, 72 p. 

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