terça-feira, 9 de abril de 2013

Vídeos e Dinâmica - LIÇÃO 2 – O CASAMENTO BÍBLICO





VÍDEO AULA MINISTRADA PELO EV. DR. CARAMURU AFONSO FRANCISCO
(Acesse: www.portalebd.org.br)



Vídeo aula ministrada pelo professor Fábio Segantin
Contato (hebraicosegantin@hotmail.com)

Vídeo aula ministrada pelo Professora Persiliana, da Assembleia de Deus em Londrina.
(Acesse: www.adlondrina.com.br)
 

LIÇÃO 2 – O CASAMENTO BÍBLICO



TEXTO ÁUREO
"Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne" (Gn 2.24).

VERDADE PRÁTICA
O casamento é uma instituição divina, sendo constituído pela união indissolúvel de um homem e de uma mulher: monogâmico e heterossexual.



INTRODUÇÃO
As Escrituras ensinam que homem e mulher foram feitos "à imagem de Deus" (Gn 1.27) “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.” Após Deus formar o homem (Gn 2.7) “E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.”, formou também a mulher (v.22) “E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão.”. Essa foi a segunda grande decisão divina no tocante à existência da humanidade. Deus uniu o homem à mulher, instituindo assim o casamento, não apenas para a perpetuação da raça humana, mas para a formação do casal e, consequentemente, de toda a família.

I - O PRINCÍPIO DA MONOGAMIA


1. Monogamia X Bigamia. A palavra monogamia vem de dois vocábulos gregos: monos (único) e gamós (casamento), significando um único homem para uma única mulher. Desde o Gênesis, vemos a monogamia como o modelo de união arquitetado por Deus para o casamento e a formação da família (Gn 2.24) “Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne”. Porém, o primeiro registro da bigamia também está no livro dos começos. Lameque, filho de Metusael [correção nossa] (Gn 4.18) “E a Enoque nasceu Irade, e Irade gerou a Meujael, e Meujael gerou a Metusael, e Metusael gerou a Lameque.” (Gn 5.25) “E viveu Metusalém cento e oitenta e sete anos e gerou a Lameque” [correção nossa], por razões não explicadas, teve mais de uma esposa (Gn 4.19) “E tomou Lameque para si duas mulheres; o nome de uma era Ada, e o nome da outra, Zilá.”. tempos depois, Esaú, filho de Isaque, desobedeceu a Deus e casou-se com duas mulheres heteias (Gn 26.34,35) “Ora, sendo Esaú da idade de quarenta anos, tomou por mulher a Judite, filha de Beeri, heteu, e a Basemate, filha de Elom, heteu”. No primeiro livro de Samuel, temos o caso de Elcana que tinha duas mulheres. O resultado não poderia ser outro: invejas, intrigas e brigas (1 Sm 1.4-8) “E sucedeu que, no dia em que Elcana sacrificava, dava ele porções do sacrifício a Penina, sua mulher, e a todos os seus filhos, e a todas as suas filhas. Porém a Ana dava uma parte excelente, porquanto ele amava Ana; porém o SENHOR lhe tinha cerrado a madre. E a sua competidora excessivamente a irritava para a embravecer, porquanto o SENHOR lhe tinha cerrado a madre. E assim o fazia ele de ano em ano; quando ela subia à Casa do SENHOR, assim a outra a irritava; pelo que chorava e não comia. Então, Elcana, seu marido, lhe disse: Ana, por que choras? E por que não comes? E por que está mal o teu coração? Não te sou eu melhor do que dez filhos?”

2. A poligamia torna-se comum. Abraão incorreu nesse grave erro. Por sugestão de sua mulher, Sara, que era estéril, o pai da fé uniu-se a Agar, serva de sua esposa. Era o concubinato acontecendo na família de Abraão (Gn 16) “Ora, Sarai, mulher de Abrão, não lhe gerava filhos, e ele tinha uma serva egípcia, cujo nome era Agar. E disse Sarai a Abrão: Eis que o SENHOR me tem impedido de gerar; entra, pois, à minha serva; porventura, terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai. Assim, tomou Sarai, mulher de Abrão, a Agar, egípcia, sua serva, e deu-a por mulher a Abrão, seu marido, ao fim de dez anos que Abrão habitara na terra de Canaã. E ele entrou a Agar, e ela concebeu; e, vendo ela que concebera, foi sua senhora desprezada aos seus olhos. Então, disse Sarai a Abrão: Meu agravo seja sobre ti. Minha serva pus eu em teu regaço; vendo ela, agora, que concebeu, sou menosprezada aos seus olhos. O SENHOR julgue entre mim e ti. E disse Abrão a Sarai: Eis que tua serva está na tua mão; faze-lhe o que bom é aos teus olhos. E afligiu-a Sarai, e ela fugiu de sua face. E o Anjo do SENHOR a achou junto a uma fonte de água no deserto, junto à fonte no caminho de Sur. E disse: Agar, serva de Sarai, de onde vens e para onde vais? E ela disse: Venho fugida da face de Sarai, minha senhora. Então, lhe disse o Anjo do SENHOR: Torna-te para tua senhora e humilha-te debaixo de suas mãos. Disse-lhe mais o Anjo do SENHOR: Multiplicarei sobremaneira a tua semente, que não será contada, por numerosa que será. Disse-lhe também o Anjo do SENHOR: Eis que concebeste, e terás um filho, e chamarás o seu nome Ismael, porquanto o SENHOR ouviu a tua aflição. E ele será homem bravo; e a sua mão será contra todos, e a mão de todos, contra ele; e habitará diante da face de todos os seus irmãos. E ela chamou o nome do SENHOR, que com ela falava: Tu és Deus da vista, porque disse: Não olhei eu também para aquele que me vê? Por isso, se chama aquele poço de Laai-Roi; eis que está entre Cades e Berede. E Agar deu um filho a Abrão; e Abrão chamou o nome do seu filho que tivera Agar, Ismael. E era Abrão da idade de oitenta e seis anos, quando Agar deu Ismael a Abrão”, vindo Ismael a nascer como fruto daquela relação. transtornos familiares, históricos e espirituais foram inevitáveis naquele clã.  Isaque, considerado filho da promessa, casou-se aos 40 anos, com uma esposa escolhida por seu pai, e preferiu viver um casamento monogâmico, honrando Rebeca, sua esposa, e principalmente, honrando ao Senhor. O Antigo testamento descreve a poligamia e as suas tragédias na vida de Jacó (Gn 29.21-23,) “E disse Jacó a Labão: Dá-me minha mulher, porque meus dias são cumpridos, para que eu entre a ela. Então, ajuntou Labão todos os varões daquele lugar e fez um banquete. E aconteceu, à tarde, que tomou Léia, sua filha, e trouxe-lha. E entrou a ela” (Gn 29. 28-31) “E Jacó fez assim e cumpriu a semana desta; então, lhe deu por mulher Raquel, sua filha. E Labão deu sua serva Bila por serva a Raquel, sua filha. E entrou também a Raquel e amou também a Raquel mais do que a Léia; e serviu com ele ainda outros sete anos. Vendo, pois, o SENHOR que Léia era aborrecida, abriu a sua madre; porém Raquel era estéril” (Gn 30.1-10) “Vendo, pois, Raquel que não dava filhos a Jacó, teve Raquel inveja de sua irmã e disse a Jacó: Dá-me filhos, senão morro. Então, se acendeu a ira de Jacó contra Raquel e disse: Estou eu no lugar de Deus, que te impediu o fruto de teu ventre? E ela disse: Eis aqui minha serva Bila; entra a ela, para que tenha filhos sobre os meus joelhos, e eu assim receba filhos por ela. Assim, lhe deu a Bila, sua serva, por mulher; e Jacó entrou a ela. E concebeu Bila e deu a Jacó um filho. Então, disse Raquel: Julgou-me Deus, e também ouviu a minha voz, e me deu um filho; por isso, chamou o seu nome Dã. E Bila, serva de Raquel, concebeu outra vez e deu a Jacó o segundo filho. Então, disse Raquel: Com lutas de Deus, tenho lutado com minha irmã e também venci; e chamou o seu nome Naftali. Vendo, pois, Léia que cessava de gerar, tomou também a Zilpa, sua serva, e deu-a a Jacó por mulher. E deu Zilpa, serva de Léia, um filho a Jacó” e na dos reis de Israel (1 Rs 11.4) “Porque sucedeu que, no tempo da velhice de Salomão, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era perfeito para com o SENHOR, seu Deus, como o coração de Davi, seu pai” (1 Rs 11.7-9) “Então, edificou Salomão um alto a Quemos, a abominação dos moabitas, sobre o monte que está diante de Jerusalém, e a Moloque, a abominação dos filhos de Amom. E assim fez para com todas as suas mulheres estrangeiras, as quais queimavam incenso e sacrificavam a seus deuses. Pelo que o SENHOR se indignou contra Salomão, porquanto desviara o coração do SENHOR, Deus de Israel, o qual duas vezes lhe aparecera”.

3. Em o Novo Testamento a poligamia é condenada por Jesus e pelo apóstolo Paulo. Certa feita, os fariseus aproximaram-se de Jesus e interrogaram-no se era lícito ao homem repudiar a "sua mulher" por qualquer motivo (Mt 19.3) “Então, chegaram ao pé dele os fariseus, tentando-o e dizendo-lhe: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?”. Note que eles não perguntaram "deixar suas mulheres". A resposta do Senhor remonta às origens do casamento e da própria criação (Mt 19.5,6 cf. Gn 2.24) “e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem” (Gn 2.24) “Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne”. Jesus refere-se apenas a "uma" esposa, e as epístolas fundamentam-se nos evangelhos ao tratar desse tema.

a) Uma esposa e um marido. Não há nada tão claro quanto à monogamia nos ensinos do apóstolo Paulo. Aos coríntios, por exemplo, ele ensinou que cada um deve ter a sua própria mulher e esta o seu próprio marido (1 Co 7.1,2) “Ora, quanto às coisas que me escrevestes, bom seria que o homem não tocasse em mulher; mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido”, numa prevenção clara contra a prostituição.
b) A harmonia conjugal. Na epístola aos Efésios, Paulo ensina a submissão da esposa ao marido. Ao marido, ele exorta a amar a sua esposa, como Cristo amou a Igreja, sacrificando-se por ela (Ef 5.25) “Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Cl 3.19) “Vós, maridos, amai a vossa mulher e não vos irriteis contra ela”. Aqui, a harmonia conjugal é um dos fatores que reforçam a monogamia, e ambas são valorizadas conforme o plano original de Deus para o casamento entre um homem e uma mulher.
c) A monogamia na liderança cristã. Para os líderes da igreja, Paulo exorta: "Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher" (1 tm 3.2 - sem grifos no original). O diácono também deve ser "marido de uma mulher" (1 tm 3.12). A liderança deve ser o exemplo dos fiéis em tudo, e esse exemplo inclui o casamento (1 tm 4.12) “Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, na caridade, no espírito, na fé, na pureza”.






II - O PRINCÍPIO DA HETEROSSEXUALIDADE

1. "Macho e fêmea os criou". Deus criou "o homem", um ser masculino (Gn 1.26) “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra”, e também fez a mulher, um ser feminino (Gn 1.27) “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou”. Em outras palavras, Deus não uniu dois machos ou duas fêmeas. Não! Ele uniu um homem com uma mulher, demonstrando a natureza e o padrão divino da heterossexualidade.  As Santas Escrituras são claras ao condenarem - assim como o adultério, a prostituição, a perversidade, a idolatria, a mentira, o falso testemunho etc. - a prática do homossexualismo, quer masculino, quer feminino (lv 18.22) “Com varão te não deitarás, como se fosse mulher: abominação é” (Rm 1.26) “Pelo que Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza”.

2. "E se unirá à sua mulher". Após realizar o primeiro casamento, o Criador disse: "Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne" (Gn 2.24). Veja que o Senhor é taxativo ao falar ao homem a respeito da sua vocação heterossexual: "apegar-se-á à sua mulher". Por isso, olhemos para as Escrituras e olhemos para o ciclo da vida humana e, inequivocamente, concordaremos: se não fosse a união heterossexual, promovida por Deus, desde o princípio, a raça humana não teria subsistido.







III - A INDISSOLUBILIDADE DO CASAMENTO

1. Uma só carne. A fim de proporcionar uma vida conjugal abundante, o Criador planejou uma união histórica, indissolúvel e permanente (Gn 2.24) “Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne”. O matrimônio entre homem e mulher seria para sempre! Tristemente, o pecado ruiu o princípio divino da  continuidade do casamento, trazendo o divórcio e separando famílias. O plano de Deus, entretanto, ainda pode ser encontrado nas palavras de Jesus: "o que Deus ajuntou não separe o homem" (Mt 19.6) “Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem”.

2. A porta de entrada para o divórcio. Há situações em que a falta de união e de amor no casamento, talvez motivados pela desobediência a Deus, pelo orgulho e pela falta de perdão, fazem a convivência do casal tornar-se uma grande fachada. Por conveniência, o casal apresenta-se à sociedade ou à igreja local numa aparente alegria matrimonial, mas na intimidade, a união tornou-se insuportável. É necessário que a Igreja esteja pronta para auxiliar os casais que passam por crises conjugais, e motivá-los sempre a permanecerem unidos em um amor não fingido, mas solidificado e resistente às contrariedades que possam existir no dia a dia.





CONCLUSÃO

O casamento heterossexual nunca foi tão atacado como no presente tempo. Em nossa sociedade, leis e normas que atentam contra a lei de Deus são elaboradas sob o argumento de que o Estado é laico. E deve ser mesmo! Mas entre ser laico e desrespeitar princípios ordenados por Deus desde a criação há uma grande distância. Neste aspecto, a Igreja do Senhor Jesus deve ser a "coluna e firmeza da verdade" e guardiã dos princípios morais e cristãos, denunciando o pecado e acalentando os corações feridos. Assim, defendemos que o casamento monogâmico, heterossexual e indissolúvel deva ser incentivado, apoiado e honrado nas esferas públicas de relacionamento.


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Referência bibliográfica

Revista Lições Bíblicas. A FAMÍLIA CRISTÃ NO SÉCULO XXI, Protegendo seu lar dos ataques do inimigo. Lição 2 – O casamento bíblico. Texto áureo. Verdade prática. Introdução. I – O princípio da monogamia. 1. Monogamia X Bigamia. 2. A poligamia torna-se comum. 3. Em o Novo Testamento a poligamia é condenada por Jesus e pelo apóstolo Paulo. A) Uma esposa e um marido. B) A harmonia conjugal. C) A monogamia na liderança cristã. II – O princípio da heterossexualidade. 1. “Macho e fêmea os criou”. 2. “E se unirá à sua mulher”. III – A indissolubilidade do casamento. 1. Uma só carne. 2. A porta de entrada para o divórcio. Conclusão. Editora CPAD. Rio de Janeiro – RJ. 2° Trimestre de 2013.

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