segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Escola Dominical: Relembrar, refletir e recriar (Parte 2)

Escola Dominical
Por Geremias do Couto
Nesta postagem, faremos um cotejamento entre a EBD e os chamados "pequenos grupos" para mostrar que ela cumpre também finalidades semelhantes, com prioridade ao ensino bíblico.

A Escola Dominical relevante – recriando a sua dinâmica estratégica
Para que possamos bem avaliar a relevância da Escola Dominical para os dias de hoje, é bom estabelecer inicialmente um paralelo entre ela e os chamados “pequenos grupos”, já que o uso destes, em processode substituição, tem sido um dos argumentos para desprezá-la. Aos fatos:
1) Tanto quanto os “pequenos grupos”, a Escola Dominical se baseia na mesma perspectiva, pois segundo os pedagogos da área uma classe não pode ter mais do que 25 alunos. Dizer que não se trata de um grupo pequeno é negar a própria evidência.
2) Tanto quanto os “pequenos grupos”, que recebem uma mesma mensagem a cada semana, compartilhada pelo pastor aos líderes, a Escola Dominical estuda uma mesma lição a cada semana, geralmente compartilhada aos sábados com todos os professores. Ou seja, a mesma metodologia, com uma diferença básica: para as igrejas que adotam um currículo como o da CPAD, a lição é a mesma para todo o Brasil. Todavia, mesmo que o currículo seja local ou de outras editoras, o ensino é o mesmo para toda a igreja.
3) Tanto quanto os “pequenos grupos”,  que, ao chegarem a um determinado número departicipantes deve gerar um novo grupo, igualmente ocorre com uma classe que alcançou o número estipulado: ou seja, ela gera também uma nova classe pelo mesmo processo de multiplicação.
4) Tanto quanto os “pequenos grupos”, nos quais se investe com a ideia de envolver todos os membros,a Escola Dominical tem o mesmo potencial de alcançar toda a Igreja, desde que se invista nela como a prioridade estratégica para o ensino e a formação do crente, bem como para o crescimento do povo de Deus.
5) Tanto quanto os “pequenos grupos”, onde as pessoas oram e estudam a Palavra de Deus juntas, a Escola Dominical cumpre com a eficácia a mesma finalidade: os alunos se reúnem todos os domingos, oram e estudam a Palavra de Deus juntos praticamente usando o mesmo período de tempo empregado pelos “pequenos grupos”.
6) Tanto quanto os “pequenos grupos”, que prestam relatório semanal de suas atividades à coordenação-geral, as classes da Escola Dominical também prestam relatórios circunstanciados, a cada domingo, para que se acompanhe sempre o seu desenvolvimento.
Já deu para perceber, por esses arrazoados, que a perspectiva não é diferente. Os “pequenos grupos”, não obstante o papel que possam desempenhar, desde que submetidos ao crivo das Escrituras, não são a descoberta da pólvora e nem a Escola Dominical é ultrapassada como alguns erradamente supõem. Agregá-los à Igreja, depois de medidos os prós e os contras, é uma coisa. Substituir a Escola Dominical por eles é um erro crasso e uma atitude desvantajosa pelas seguintes razões:
1) As classes da Escola Dominical são organizadas por faixas etárias de maneira que desde o berço ate a terceira idade todos têm um lugar específico para estarem e se sentirem no seu próprio ambiente. Os “grupos pequenos” já não são assim: eles geralmente agregam pessoas de idades diferentes no mesmo ambiente, enquanto as crianças… bem, essas ficam em segundo plano, diferentemente da Escola Dominical.
2) O ensino na Escola Dominical é dosado, de acordo com cada faixa etária, seu estágio de conhecimento e suas necessidades específicas, enquanto nos “grupos pequenos” esse critério fica prejudicado já que o ensino é um só para todos os grupos, sem levar em conta as diferenças entre as faixas etárias.
3) Na Escola Dominical, se a criança é matriculada desde recém-nascida na classe de berçário  e passa por todas as faixas etárias até chegar à fase adulta, ela terá frequentado um curso teológico completo e dosado, à medida que foi alcançando novos graus no seu desenvolvimento, enquanto que nos “grupos pequenos” isso jamais acontecerá.
Vejo, portanto, que a Escola Dominical atende à perspectiva dos “pequenos grupos” numa proporção muito mais vantajosa para a Igreja. Ela continua, deste modo, plena de atualidade, relevância e significado para a era pós-moderna, onde o relativismo tomou conta de tudo, os conceitos não são bem definidos e cada um faz o que bem entende. A Escola Dominical é esse marco em defesa da fé cristã, que proporciona raízes sólidas àqueles que a frequentam e supre sem nenhuma dúvida a necessidade da Igreja na fomentação do ensino. Na última postagem, acrescento outras sugestões com o propósito de torná-la uma agência de ensino de excelência.
Geremias do CoutoGeremias do Couto
Pastor evangélico vinculado ao My Hope Project da Associação Evangelística Billy Graham, filiado a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), é teólogo, conferencista, escritor e jornalista.

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