terça-feira, 18 de novembro de 2014

O TEÓLOGO E O SIMPATIZANTE DA TEOLOGIA

Qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias.Martinho Lutero
Cresce cada vez mais no meio evangélico principalmente pentecostal o número de homens que se auto-intitulam “teólogos”. O mais curioso é que na maioria dos casos isso parte daqueles que aparentemente nada têm haver com a teologia.
Quando aqui me refiro “aparentemente” faço pela ótica do sentido comportamental que envolve palavras, citações, opiniões a temas bíblicos e principalmente o contato com as Escrituras.
Outro dado curioso é o fato de ser a grande massa formada por pregadores “avivalistas”, o que mais uma vez contraria o sentido do termo em questão. Não que os teólogos não sejam avivalistas, mas simplesmente pelo fato de não serem apenas avivalistas, mas sim verdadeiros evangelistas, discipuladores e educadores na Palavra.
Mas não é difícil identificar um autêntico teólogo comparando-o com esses que passo a chamar aqui de “Simpatizantes da Teologia”. A diferença se faz nas seguintes observações:
O simpatizante da teologia estuda teologia aleatoriamente e sem a sua sistematização, criando assim em sua vida uma esfera fatídica de um conhecimento sem sustentação e coerência doutrinária;
O Teólogo respira e vive a teologia. É cuidadoso para com seu investimento acadêmico e cultural. Tem uma direção certa em suas conclusões teológicas, formando assim um embasamento concreto para com os princípios bíblicos;
O simpatizante da teologia é um defensor de suas teses e de suas ideias bíblicas. Em suas pregações cria uma interpretação tão distante da Verdade que, até mesmo a mais simples conjectura derrama nas mentes dos incautos uma avalanche de contradições bíblicas, perceptível apenas aos que estudam a Bíblia com seriedade;
O Teólogo é um defensor da fé, da Verdade e da pureza bíblica. Prega a Palavra sem modismo, sem crendices, sem esses desvios de propósitos do texto. Sua interpretação respeita os princípios da hermenêutica, principalmente os da gramática, como bem lembrou Philipp Melanchthon, sucessor de Lutero ao dizer que “a interpretação gramatical respeita integralmente a inspiração verbal das Escrituras”, ou seja, até o cuidado que o teólogo tem com a interpretação bíblica preserva doutrinas e produz uma límpida exegese capaz de impactar vidas com o poder da Palavra de Deus;
O simpatizante da teologia investe em DVDs de “grandes” pregadores. Possui uma vasta coleção de bons DVDs dos mais diversos pregadores. As pregações são para ele como pequenas aulas para “conhecimento” bíblico;
O Teólogo, por sua vez, investe nos livros dos grandes Escritores. É pela leitura que ele entende adquirir o conhecimento que o levará ás experiências no dia a dia. Essas experiências nos levam a sabedoria que na melhor das manifestações vem unicamente de Deus. O Senhor separou homens valorosos para comentar, esboçar, compartilhar, aconselhar e educar por meio dos livros, nossos ilustres mestres literários. O gosto pela leitura leva ao amor pela meditação nas Escrituras. Não se alcança conhecimento ouvindo pregações. Nossas pregações são apenas para edificação espiritual e maturidade cristã com capacidade para levar pessoas á leitura da Palavra, é claro que para isso, depende também de uma boa pregação;
Poderia aqui trazer inúmeras diferenças entre o simpatizante da teologia e o Teólogo, tais como as questões da ética e dos valores, da verdadeira espiritualidade, da jornada adquirida com o tempo, da formação teológica, e principalmente de trechos de mensagens com frases comprometedoras. Mas o presente artigo é apenas uma forma de dizer o quanto podemos fazer o melhor para Deus, sendo canais de bênçãos na vida das pessoas.
Mas não poderia deixar de concluir dizendo que:
O simpatizante da teologia, principalmente o que é pregador, sempre entrará em conflitos por causa de seu limite real nas Escrituras. Chegará o dia em que deverá se esconder por trás de uma espiritualidade artificial, pois o Espírito Santo não atua em “espetáculos” cujo artista principal é o próprio homem e seu EGO devastador.
O Teólogo por sua vez trilha numa direção que o levará para dois caminhos: Se ele como teólogo está profundamente afundado em letras sem a Unção do Espírito (isso também é possível), deverá encontrar nas próprias Letras, por serem sagradas, o despertar para uma vida de experiências relevantes para com o Espírito da Palavra. O próprio Deus na sua incomparável misericórdia encontrará um espaço para atuar nesse extremo “zeloso” das Escrituras, levando-o á mergulhar nas águas do Eterno. Agora, se ele como teólogo vive em uma atmosfera de graça e conhecimento, na mais bela vivência de intimidade com o Espírito Santo, com certeza será ainda mais um instrumento de Deus para impactar vidas, levando-as á salvação pelo único sacrifício perfeito já existente – o da cruz de Cristo e da Redenção. Os tais como Teólogos jamais perderão a grande missão e o verdadeiro chamado para com a Obra de Deus.
Fonte: http://www.napec.org/reflexoes-teologicas/o-teologo-e-o-simpatizante-da-teologia/

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